zza multimedia - mm.med.br

HIPERPLASIA ENDOMETRIAL

Dr.Paulo Guimarães

Hiperplasia endometrial é caracterizada por alterações biomorfológicas do endométrio(estroma e glândulas ), que variam desde um estado fisiológico exarcerbado até o carcinoma 'in situ". É o resultado de uma estimulação estrogênica persistente na ausência ou insuficiência de estímulo progestínico.

IMPORTÂNCIA: Deve-se à sua associação com sangramento uterino anormal, hormonioterapia, tumores funcionantes de ovária e câncer endometrial.

CLASSIFICAÇÃO: É baseada em aspectos arquiteturais e citológico(1):
· Simples (com ou sem atípias)
· Complexa (com ou sem atípias)

Hiperplasia Simples
Caracterizada por aumento da relação glândula/estroma, mas sem comprimir o estroma. As glândulas podem ser dilatadas ou císticas.

Hiperplasia Complexa
Caracterizada por ocupação glandular exagerada, comprimindo o estroma. O estroma torna-se rarefeito e as glândulas encostam umas nas outras.
Na verdade, a presença ou não de atípia citológica é que discrimina o grupo de maior risco para progressão ao câncer endometrial. Kurman e cols., em 1985, ao seguirem 170 mulheres com hiperplasias endometrial por 13,4 anos, observaram que progresso para câncer endometrial ocorre em 1,6% da hiperplasia sem atípias e 23% das hiperplasias atípicas (2). Portanto, é melhor classificar as hiperplasias endometrias em TIPICA E ATÍPICA.

Prevalência
Tem sido encontrada em 1 a 24,8 % das publicações sobre histeroscopia diagnóstica, cuja principal indicação fora sangramento uterino anormal(3-6).

Diagnóstico
Embora a histeroscopia com biópsia orientada e/ou dirigida tinha sido considerada por vários autores como sendo melhor que a dilatação e curetagem uterina (7-9) para avaliar a cavidade uterina, a dificuldade na interpretação morfológica do endométrio, no que tange à hiperplasia endometrial é evidente, com erro de 8 a 33% (4, 10-12). As dificuldades são menores em úteros de mulheres na pós-menopausa (13). Portanto., o diagnóstico deve ser sempre histopatológico. A histeroscopia é importante para orientar ou dirigida nas alterações que acometem pelo menos a superfície de uma das paredes uterinas.

Aspecto histeroscopicos
Varia desde um endométrio aparentemente normal com aumento da densidade glandular(hiperplasia simples), o que é bastante subjetivo, at´a formação de placas esbraguiçadas confluentes (hiperplasia complexa). Outros aspectos são: Espessamento da mucosa endometrial de forma focal ou difusa, irregularidade da superfície endometrial, aumento da vascularização, aspecto polipoide do endométrio e pequeno cistos endometrias. Apenas este último aspecto histeróscópico possui alta especificidade (97%) mas com baixa sensibilidade (15%)(14)
O diagnóstico histeroscópico não deve substituir o histopatológico, especialmente se a paciente fez uso de algum progestágeno. A interoretação histeroscópica pode se a paciente fez uso de algum progestágeno. A interpretação histeroscópica pode ficar difícil nesta eventualidade. Lembrar que uma paciente anovuladoria persistente pode apresentar ovulação espontânea após vários meses de anovulla e seu endométrio pode, no momento do exame, estar sobre influência progestínica endógena

DESCRIÇÃO DO LAUDO VÍDEO-HISTEROSCÓPICO
· Cavidade uterina normal
· Sugestivo de endométrio disfuncional
· Sugestivo de hiperplasia endometrial
· Sugestivo de neoplasia endometrial

A espessura endometrial deve ser relatada em mais ou menosX mm equivalente a espessura predominante na cavidade uterina. Algumaa área espessada focalmente, deve ter sua espessura especificada após sua descrição.

Tratamento

Hiperplasia típica

· Acetato de medroxiprogesterona 10-20 mg/dia, 14 dias/mês por 6 meses ou continuo por 3 meses
· Acetato de noretindrona 10 mg/dia, 14 dias/mês por 6 meses ou continuo por 3 meses
· Acetato de megastrolol 20-40 mg/dia continuo por 3 meses
Histeroscopia com biópsia endometrial deve ser realizada após o término do tratamento. O tratamento com acecato de noretindrona e mais potente e menos dispendioso.
· Endometrectomia vídeo-histeroscópica. Em caso de falha do tratamento clínico

HIPERPLASIA ATÍPICA
· Histerectomia

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS

1 - Gorden MD, //ireland K. Pathology of hyperplasua and carcinoma of the endometrium. Semin Oncol 1994;21:64-70
2 - Kurman RJ, Kaminski PF, Norris HJ. The behavior of endometrial hyperplasia. A long-term Study of "untreated" hyperplasia in 170 atiens Cancer 1985, 56(2);403-12
3 - Nagele F.O'Connor H, Davies A. Badawy ª Mohamed 11, Magos A. 2500 outpatient diagnostic hysteroscopies. Obstet Gynecol 1996,88(1);87-92
4 - Crescini C, Artuso A, Comerio D Idi G. Repetti F, Reale D.Pezzica E ambulatory hysteroscopic diagnosis. Analysis of 425 casas. Menerva Ginecol 1994;43(10):449-56
5 - Pace S, Grassi A. Ferrero S.Figlioni N. Catania R. Labi FL, Pachi A, Figliolini M diagnostic methods of carly detection of endometrial hyperplasia and câncer. Eur J Gynecol Oncol 1995;16(5):373-81
6 - Mazzon L. Scotto V Guidi ML, Vittori G. Ricci G. Crisci G.Pignanelli A. outopatient hysteroscopy in the diagnosis of neoplastic and preneoplastic lesions of the endometrium. Eur J Gynaecol Oncol 1998 9 (3): 261-4
7 - Loffer FD Hysteroscopy with selective endometrial sampling compared with D&C for abnomal uterine blefing the value of a negative hysteroscopic view. Obstet Gynecol 1989;73(1)16-20
8 - Spiewankiewicz B. Stelmachow J. Sawcki W. Kietinska Z. Hysteroscopy with selective andometrial sampling alter unsuccessful dilatation and currettage in diagnosis of sysmptomatic endometrial cancer and endometrial hyperplasias. Eur J. Gynaecol Oncol 1995:16(1):26-9
9 - Gimpelson RJ, Pappold HO. A comparative study between panoramic hysteroscopy with directed biopsies and dilatation and curettage. A review of 276 cases. Am J obstet Gynecol 1988;158(3 Pt 1): 489-92
10 - Gubbini G. Filoni M.Linsalata I. Stagnozzi R. Stefanetti M. Marabini A. The role hysteroscopy in the diagnosis and follow-up of endometrial hyperplasia. Minerva Ginecol 1998-50 (4) 125-33
11 - Casserta D. Toro G.Porretta M. Mancini E. Moscarini M.. Hysteroscopic vs histelogic diagnosis. Study of 222 cases of abnormal uterine hemorrhage. Minerva Ginecol 1999; 51(5):169-72
12 - Loverro G. Bettocchi S, Vivino M. Selvaggi L. Diagnosis of endometrial hyperplasia in womon with abnormal uterine bleeding. Acta Eur fertil 1994;25(1):23-5
13 - Torrejon R.Fernandes-Alba JJ, Carnicer I. Martins A. Castro, Garcia-Cabanillas J. Rodrigues-Cornejo J, Moreno LJ, Comino R. The value of hystesroscopic exploration for abnormal uterine bleefing J Am Assoc Gynecol Laparosc 1997;4(4)453-6
14 - Uno Lhsugimoto O. Carvalhio FM Bagnoli VR, Fonseca AM Pinotti JA Morphologic hysteroscopic criteria suggestive of endometrial hysperplasia inc Gynaecol Obstet 1995;49(1) 35-40.


VOLTAR




Brasil,


CEVESP Conheça o CEVESP | Aparelhagem | Artigos | Banco de Imagens | Casos Clínicos | Clube de Revista
| Fale Conosco | Links | Pergunte ao Doutor | Procedimentos | Busca no Site

Rua Comendador Soares 236 – sala 10 – Centro - N. Iguaçu – RJ – CEP 26.255-350.
Telefones : (21) 2667-2652 (fax), 2667-5350(fax), 2668-1807 e 2768-5019.
Copyright © 2003 CEVESP. Todos os direitos reservados.