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MATERIAL PARA O PROCEDIMENTOS VÍDEO-HISTEROSCÓPICO


DR. CLÁUDIO PEIXOTO CRISPI
DR. FLÁVIO MALCHER M. DE OLIVEIRA

O procedimento vídeo-histeroscópico (VH) trouxe, sem sombra de dúvidas, uma grande contribuição à propedêutica ginecológica, permitindo a visualização direta da cavidade uterina.

O material para cirurgia vídeo-histeroscópica (VH) é de vital importância para o sucesso do procedimento, pois, como em toda cirurgia vídeo-histeroscópica, não é possível ao cirurgião o toque direto ao campo operatório, existindo uma grande dependência ao instrumental e a aparelhagem empregados no método.

O material para cirurgia VH pode ser didaticamente dividido em dois grandes grupos:

· Rack: composto por aparelhos que permitem a exposição do campo operatório ao cirurgião, como monitores, câmera, fonte de luz,...

· Instrumental: composto por pinças especializadas ou não que auxiliam na execução propriamente dita do ato operatório.

Cada um destes grupos será amplamente discutido neste capítulo, pois o perfeito e total conhecimento do material é a base para uma cirurgia VH bem sucedida.

Além do material em si, outro tópico de vital importância é a manutenção deste. Esta fase da cirurgia geralmente fica a cargo de instrumentadoras, as quais devem estar especificamente treinados para permitir um cuidado adequado ao material, prolongando sua vida útil.

RACK

O Rack compõe-se basicamente de quatro sistemas integrados entre si por completo

· Sistema de vídeo
· Sistema de iluminação
· Sistema de distenção uterina
· Sistema de apoio
SISTEMA DE VÍDEO

FORMAÇÃO E TRANSMISSÃO DE IMAGEM

As Câmeras modernas para uso endoscópico são formadas por uma lente e um ou mais chips. O(s) chip(s) converte a imagem em um sinal eletrônico que possa ser enviado e processado à um monitor e videocassete. Cada chip é composto por múltiplos microsensores (pixels) que correspondem á um ponto de imagem. A maioria das câmeras utilizadas em vídeo-endoscopia apresentam um chip único. Existem no entanto, câmeras de maior qualidade que utilizam um chip separado para cada uma das três cores primárias.

Sendo a câmera com um chip ou três chips, o sinal eletrônico produzido neste monento é formado por três elementos que são as cores básicas (vermelho, verde e azul ou RGB). Cada cor requer um cabo separado para transmitir o sinal. Ressaltamos no entanto que apesar de alguns monitores de vídeo apresentarem entradas para cada uma destas cores, a maioria dos monitores e videocassetes apresentam uma entrada única para o sinal de vídeo. Para reduzir então toda imagem em um sinal que possa ser transmitido por um único cabo, toda a informação de cada uma das três cores deve ser combinada em um sinal único. Este sistema de vídeo que transforma este sinal num sinal único é chamado NTSC (National Television Standard Committe). O sinal NTSC é o sinal padrão produzido por câmeras e videocassetes caseiros e industriais, e requer apenas um cabo transmissor. A imagem é então captada e transferida ao monitor e videocassete.

CÂMERAS

É importante lembrar que muitos fatores afetam a qualidade final da imagem. A resolução, geralmente considerada como única forma de se julgar uma câmera, é apenas uma das características a serem avaliadas. É preciso avaliar o número de chips da câmera, o peso, a anatomia da mesma, entre outros.

Resolução indica o número de linhas verticais que podem ser distinguidas numa imagem. Câmeras com chip único em geral apresentam uma resolução de 300/330 linhas, podendo chegar a até 450. Câmeras de três chips apresentam uma resolução de 600/700 linhas. É fundamental no entanto, que haja um monitor capaz de reproduzir este nível de detalhe, senão a alta resolução da imagem será perdida no momento de ser visualizada no monitor. Ressaltamos que as câmeras com chip único são compactas e econômicas, mas por outro lado as de três chips proporcionam u'a melhor qualidade de imagem.

As Câmeras podem ainda variar de peso e tamanho, podendo pesar de 25 g a 100 g. É também importante que a forma da câmera seja avaliada, lembrando que a mesma deve ser sempre mantida na vertical, a fim de proporcionar a correta imagem no monitor (se a câmera está invertida a imagem ficará de "cabeça para baixo"!).

É fundamental dizer que o último teste de uma câmera deve ser feito no ambiente de exame, com o endoscópio e fonte de luz que serão utilizados no sistema.

MONITORES

Em relação aos monitores podemos utilizar tanto monitores de televisão comuns ou, idealmente, monitores específicos de vídeo. Estes monitores apresentam melhor resolução, mas por outro lado têm seu preço bem mais elevado do que aqueles.

Gostaríamos de lembrar que treinamento adequado e um bom equipamento permitem sempre um diagnóstico mais acurado. Todo ginecologista interessado em utilizar o método vídeo-histeroscópico deve estar a par do material mais adequado a cada situação, procurando permanecer sempre atualizado com os avanços tecnológicos.

SISTEMA DE ILUMINAÇÃO

O sistema de iluminação é composto por uma fonte de luz e um cabo para transmissão da mesma.

FONTES DE LUZ

As fontes de luz utilizadas para VH são àquelas produtoras de luz fria, uma vez que o aquecimento do instrumental poderia provocar danos ao mesmo. Ressaltamos no entanto, que a luz fria não é totalmente desprovida de calor, mas é assim chamada porque apresenta calor inferior ao das lâmpadas comuns. Desta forma, ao utilizarmos o equipamento VH, é preciso tomar cuidado para não deixarmos a luz permanecer em contato direto com a pele da paciente ou outras superfícies ( ex.: campos) pois tal fato poderá ocasionar queimaduras.

Pode-se também utilizar fontes com lâmpadas de xenônio, que apresentam algumas diferenças em relação à fonte de luz halógena convencional:

· É uma luz considerada "mais branca" , ao contrário da luz halógena convencional, que é mais amarelada;

· Os cantos da imagem são melhor visualizados com a lâmpada de xenônio;

· Em caso de necessidade de troca da lâmpada a intensidade da luz vai diminuindo gradativamente, ao contrário da lâmpada convencional, que se apaga instantaneamente;

· A substituição da lâmpada convencional, por outro lado, é bem mais simples e barata, enquanto que a troca da lâmpada de xenônio requer assistência técnica especializada;

· A fonte com lâmpada de xenônio é mais cara.

Independente do tipo de fonte utilizada, a intensidade de luz deverá ser máxima no momento do exame. Após o mesmo deve-se diminuir a intensidade de luz ao mínimo, mantendo a fonte ligada até o momento do próximo exame, caso este seja logo a seguir. Ao desligar a fonte checar se a intensidade de luz está no mínimo, para só então desligá-la.

Para o exame VH com histeroscópios convencionais são necessárias fontes produtoras de pelo menos 150 W. É importante lembrar que a cavidade uterina apresenta uma coloração avermelhada, especialmente em pacientes com sangramento uterino anormal, e que o vermelho tende a absorver a luz, especialmente quando um sistema de vídeo é utilizado. Para estes casos uma lâmpada halógena de tungstênio com 250 W é recomendada.

CABOS DE LUZ

São o meio de transmissão de luz da fonte de iluminação para o sistema óptico (histeroscópio). Podem ser constituídos por fibra óptica ou fluido, sendo que o segundo é um pouco menos flexível que o primeiro. Seu comprimento varia de 180 a 250 cm, com diâmetro variando entre 3 e 5 mm. O máximo de cuidado deve ser empregado na manipulação destes cabos, especialmente os de fibra óptica, a fim de não dobrá-los para que as fibras não sejam danificadas.

SISTEMA PARA DISTENSÃO UTERINA

A cavidade uterina é uma cavidade virtual, portanto precisa ser distendida para ser visualizada. Para que haja distensão uterina é necessária a produção e manutenção de pressão suficiente para separar suas paredes. O meio de distensão de escolha para o exame VH é o dióxido de carbono (CO2), uma vez que:

· É um gás fisiológico;

· É eliminado pela respiração em sua primeira passagem pelos pulmões, não sendo detectado no sistema arterial;

· É transparente, permitindo uma visão clara;

· Apresenta o mesmo índice de refração do ar ( 1,00 ), permitindo assim uma visualização da cavidade uterina sem distorções ou magnificações;

· Apresenta boa permanência na cavidade uterina;

· Não apresenta reações alérgicas;

· Simplicidade na limpeza do equipamento.

PRINCIPAIS DESVANTAGENS

Mistura-se facilmente com sangue e muco formando bolhas e dificultando a visualização;

A passagem de gás pelos óstios tubários forma um pneumoperitôneo, podendo causar irritação do nervo frênico e conseqüente ombralgia.

Para a perfusão de CO2 são necessários equipamentos especiais (histeroinsufladores) capazes de controlar o fluxo e a pressão de CO2 durante o exame. Os insufladores utilizados para laparoscopia estão proscritos, pois os mesmos utilizam alto fluxo de gás. Os histeroinsufladores podem apresentar fluxo-fixo com pressão-variável ou fluxo-variável com pressão-fixa. Preferimos o sistema com fluxo-fixo e pressão-variável pelo possível risco de embolia gasosa, que apesar de ser complicação rara, não pode ser esquecida. Sabemos que se o fluxo de gás for mantido em 50ml/min, o gás se dissolverá no sangue, à temperatura corporal, em 1 minuto. Mesmo que ocorra intravazamento não haverá risco. O limite máximo de fluxo permitido a fim de que se realize o exame com segurança é de até 100ml/min.

A pressão intrauterina será variável, mas nunca deverá exceder 200mmHg. Os histeroinsufladores em geral apresentam um mecanismo de segurança não permitindo fluxo de gás acima de uma pressão previamente estabelecida. Apesar do limite máximo de pressão intracavitária ser 200mmHg, realizamos praticamente todos os exames com uma pressão limite de 100mmHg uma vez que a distensão uterina adequada pode ser obtida com 75mmHg, sendo raramente necessária pressão superior à 100mmHg.

Tubos de plástico ou borracha transportam o CO2 do histeroinsuflador para a camisa diagnóstica, havendo adaptadores de metal tanto para o insuflador como para a bainha de exame. Cuidados especiais devem ser tomados com estas conexões a fim de evitarmos o escape de gás.

O uso do gás garbonico em procedimentos cirúrgicos não é recomendado, pois facilmente escapa, não permitindo bom campo operatório, não permite fácil limpeza do muco e sangue da ponta da ótica e dificulta a utilização de eletrocautérios.

Os fluitos podem ser divididos em de alta-viscosidade e baixa-viscosidade.

O dextran 70 é o exemplo clássico de meio de distensão fluido de alta viscosidade. É um açúcar, sem eletrólitos que possui uma viscosidade de 220 cS, a qual dificulta o vazamento e permite um bom campo operatório com pouco volume de fluido. Geralmente é infundido com auxílio de seringas, pois é necessária uma pressão mais elevada para sua infusão por canais estreitos. Como desvantagem tem a não mistura com sangue, o que dificulta a visualização do campo operatório na vigência de sangramento; e a caramelização no instrumental, o que dificulta a limpeza e pode diminuir a vida útil do material.

Dentre os fluidos com baixa viscosidade, pode-se citar os com eletrólitos, como o Soro Fisiológico a 0.9% e o Ringer-Lactato, que permitem boa distensão, são de fácil disponibilidade, e sua passagem para o intravascular é bem tolerada; mas não podem ser utilizados com o eletrocautério, pois transmitem a corrente elétrica a outros pontos da cavidade; e os sem eletrólitos, como o Manitol, a glicina e o Sorbitol, os quais são mais utilizados na prática.

Manitol - a 5%, isotônico, mantem-se restrito ao compartimento extra-celular

Glicina - Ácido aminiacético, 2.2%, isotônico ou 1.5%, hipotônico; cuidado em pacientes com insuficiência hepárica (metabolização hepática em amônia)
Sorbitol - Açucar, 5% isotônico, degradado a frutose e glicose pelo fígado

INTRAVAZAMENTO

É uma das complicações mais temidas e específicas da cirurgia VH. Define-se com a passagem maciça do meio de distensão uterina para o compartimento intra-vascular. Geralmente ocorre quando a pressão intra-uterina ultrapassa a pressão sistólica do paciente e o líquido penetra maciçamente por micro orifícios de vasos seccionados ou coagulados no endométrio.

Assim com este aumento repentino do volume sanguineo, pode acontecer uma sobrecarga cardíaca, levando ao edema agudo de pulmão, ou a hemodiluição súbita com hiponatremia grave (< 120 mEq), inclusive com lesão do SNC.

A melhor maneira de evitar este tipo de complicação é a observação cuidadosa do volume administrado do meio de distenção e do volume coletado de retorno da cavidade, além do uso de pressões máximas de cavidade menores do que a pressão arterial do paciente.

INFUSÃO

A infusão dos meios de distensão da cavidade uterina pode ser realizada de diversas formas:

Seringas - 50-60 ml, utilização para infusão de meios de alta viscosidade

Gravidade - Pode ser utilizada sem dificuldade. A colocação de frasco de meios líquido a 100 cm acima do paciente, permite uma pressão aproximada de 80 mmHg, assim como 150 cm permite até 110 mmHg)

Manguito - Permite além da gravidade a geração de um fluxo mais rápido de fluido e manutenção de uma pressão estipulada porém esta diminui a medida que o frasco se esvazia

Bomba infusora - Com certeza o método ideal, pois permite rapidez e total controle do fluxo e pressão intra-cavitária

A Pressão intra-cavitária deve sempre ser mantida entre 75 e 110 mmHg, com um fluxo de fluido de no máximo 200-250 ml-min. O controle de entrada e saída deve ser rigoroso (existem equipamentos eletrônicos que acoplados a bombas infusoras quantificam o volume administrado e retirado).

SISTEMA DE APOIO

Os Sistemas de apoio se constituem de um No-Break, indispensável pois permite o funcionamento normal de toda aparelhagem durante a falta de energia; um armário bem dimensionado para o equipamento; e de uma equipe técnica disponível para toda e qualquer eventualidade e manutenção adequada

INSTRUMENTAL

O instrumental para a cirurgia VH pode ser dividiso em:

· Não-específico
· Específico

O instrumental não específico se compõe de pinças e aparelhos que normalmente fazem parte do dia-a-dia da cirurgia uterina.

Assim para a realização da cirurgia VH são necessário espéculos vaginais adequados, pinça de Pozzi, Velas de Hegar até número 9 para uma boa dilatação do cólo uterino e um bisturi elétrico de bom padrão com corte e coagulação separados com possibilidade de uso se blend e puro.

Este tipo de instrumental é de grande importância para a cirurgia VH, pois de nada adianta um instrumental específico de última geração e qualidade sem o base não específica que crie subsídios adequados ao procedimento.

O instrumental específico pode ser dividido em três conjuntos básicos:

SISTEMA ÓTICO

HISTEROSCÓPIOS

Para a realização de um exame VH é fundamental que o histeroscópio utilizado seja de boa qualidade. Existem vários tipos de histeroscópios no mercado, sendo que alguns permitem apenas a visão panorâmica, outros somente o contato, e ainda aqueles que combinam ambas.

Há uma variação também em relação aos diâmetros e resolução intrínseca (discriminação ponto a ponto) de cada telescópio. Os instrumentos rígidos em geral são preferidos em relação aos flexíveis, pois apresentam melhor resolução e melhor capacidade para a visão panorâmica.

Em relação ao diâmetro sabemos que o menor diâmetro possível para uma ótima performance quando o sistema de Hopkins é utilizado, é 4mm, alcançando 5.2mm de diâmetro quando a óptica é acoplada à camisa diagnóstica. Existe no entanto, uma óptica de 2.9mm que adquire 3.5mm de diâmetro quando em conjunto com a camisa de exame. A intensidade de luz transmitida é menor ( a imagem fica mais escura ) e há possibilidade de que a mesma seja usada com a camisa operatória (sistema de Bettocchi). Na tentativa de melhorar a menor transmissão de luz da imagem deste telescópio, podemos utilizar um sistema de magnificação da imagem (Zoom - c-mount).

O histeroscópio, segundo o modelo de Hopkins, é formado por lentes objetivas com curvaturas e índices de refração diferentes a fim de permitir uma boa visualização da variedade de cores. Quando a última lente está centralizada ao longo do eixo do telescópio, temos uma visão de 0°, ou seja, o campo da imagem não será alterado ainda que o telescópio seja rodado 360°. Por esta razão, preferimos sempre a visão foroblíqua, a fim de que com a rotação o campo de visão possa ser ampliado. A lente poderá estar a 12°, 25° ou 30° em relação ao eixo do histeroscópio. Utilizamos habitualmente a óptica com lente a 30°. Lembramos que a visão foroblíqua nos permite uma sensação semelhante à entrar numa sala com o queixo levantado, olhando para o teto. Tal escolha é pessoal, mas o uso de telescópios a 0° exige maior experiência do especialista, uma vez que eles precisarão ser angulados para as regiões cornuais no momento da visualização dos óstios tubários.

Em relação à ocular, o histeroscópio pode apresentar uma ou duas lentes, neste último caso permitindo não apenas a visão panorâmica mas também a magnificação da imagem (contato). Nesta situação há um botão para seleção a fim de permitir ao especialista escolher a lente convencional ( visão 1/1 ), ou a magnificação das imagens para visão de contato. O aumento pode ser entre 60X a 80X, dependendo do telescópio. Os microcolpohisteroscópios permitem uma magnificação de até 150X, permitindo uma avaliação citológica "in vivo".

CAMISA DIAGNÓSTICA

Também chamada de camisa ou bainha de exame. Consiste num tubo de metal que cobre o telescópio com um sistema específico para conexão ao mesmo. Apresenta 245mm de comprimento, com uma variação de 3.5 a 5.0mm em seu diâmetro.

Sua principal utilidade é de atuar como proteção para a óptica e como condutora do meio de expansão, o qual penetra na mesma através de uma chave lateral. O gás passará no espaço entre a óptica e a camisa diagnóstica.

CAMISA OPERÁTORIA

Conjunto de instrumentos que permite a entrada e saída de fluido e a passagem de pinças, tesouras, cateteres e ponteiras para a cavidade e realização de biópsia, retirada de corpos estranhos, polipectomia, miomectomia, lise de sinéquias etc. Até mesmo com o uso de eletrocautério nomo ou bipolar (Versapoint). Seu diâmetro varia de 3,5 mm à 7 mm. Dependendo da óptica utilizada (2.9 mm e 4.0 mm)

RESSECTOSCÓPIO 9 MM

Conjunto formado pelo elemento de trabalho, onde se acoplam diversas ponteiras (alças, roller), camisa ou bainhas internas e externas é ótica. Permite além do fluxo, a realizações de procedimentos com eletrocautério como ablação, miomectomias, polipectomias,...

A montagem e manuseio deste instrumental são ponto de partida para o cirurgião. Assim o treinamento de encaixes e mobilização deve ser exaustivo, até que ser torne automático o uso rotineiro de todas as pinças e conjunto de pinças.

VERSAPOINT

Trata de um gerado bipolar usado em cirurgia ambulatorial que é inserido no canal de trabalho da camisa operatória. Material este que tem possibilidade a realização de vários procedimento cirúrgicos ambulatoriais (polipectomia, miomectomia, lise de sinéquias etc) de forma segura, utilizando com meio distensor o soro fisiológico, o que diminui muito a síndrome do intravazamento

THERMACHOICE

É um dispositivo controlado por software, destinado a fazer a ablação do tecido uterino pela energia térmica. O sistema e composto por um cateter balão de uso único, controlador reutilizável e cabos conectores. O cateter Thermachoice e indicado para uso somente com o controlador Thermachoice.

O cateter balão é
1 - Conectado ao controlador
2 - inserido no útero através da cérvice
3 - Preenchido com fluido injetável e estéril (solução de dextrose a 5% em água) estabilizando cuidadosamente a pressão 160 - 180 mmHg
4 - Ativado para fazer a ablação térmica do tecido endometrial, mantendo uma temperatura há aproximadamente 87º C por 8 minutos

GYNELASER ELITT (Endometrial laser intrauterine thermal therapy)

É um sistema de diodo laser também para ablação termica do endométrio. De utilização ambulatorial com uso de anestesia loco-regional.

MANUTENÇÃO

A manutenção do material é tão importante quanto o seu conhecimento. A equipe de instrumentação deve estar bem treinada para que a montagem de instrumento e conexão de aparelhagem esteja perfeita para a realização do procedimento. Uma integração adequada entre o cirurgião e sua instrumentadora é indispensável para um bom aproveitamento de tempo operatório: ambos devem entender profundamente do instrumental.

A Limpeza após o uso deve ser caprichosa e cuidadosa para evitar danos ao instrumental e garantir uma boa higienização. Um conhecimento das técnicas e diferenças da esterização (assepsia) e desinfeccão (limpeza com diminuição quase total do número de bactéria - utilizada entre cirurgias de um mesmo dia) é fundamental.

O Armazenamento deve ser adequado em pastas e maletas próprias para o transporte de pinças e em armários próprios para a aparelhagem, para que se minimize os riscos de danos ao material.

Enfim, o material é vital à cirurgia VH, e seu conhecimento pela equipe cirúrgica como um todo é essencial para o sucesso do procedimento.

BIBLIOGRAFIA:

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Herendael BJ: Instrumentation in Histeroscopy. Clin Nor Am Obst Gynecol 22:3,1995, pp391-407.
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Siegler AM: Office Histeroscopy. Clin Nor Am Obst Gynecol 22;3,1995 pp457-471.
Indman PD: Instruments and Video Cameras for Operative Histeroscopy. Clin Obst Gynecol 35:2, 1992, pp 211-223.
Soderstrom RM: Distending the Uterus: What Medium is Best? Clin Obst Gynecol 35:2,1992, pp225-228 .


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