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Introdução

Estudo prospectivo em 20 pacientes com 2 ou mais abortamentos espontâneos, que foram submetidas à incisão de septo intrauterino, via histeroscópica, seguida, em 10 delas , de inserção de DIU + administração de estrogênios para evitar a fusão recém -seccionada e/ou formação e sinéquias.

Material e Métodos

- 20 mulheres estudadas de Jan/86 a Dez/87.
- Idade entre 25 a 36 anos (média 29)
- 2 ou mais abortamentos espontâneos não explicados.
- Dupla cavidade uterina à HSG.
- Evidência ultrassonográfica de fundo uterino normal.
- Metroplastia realizada na fase proliferativa inicial. Após o procedimento, as pacientes eram alocadas em 2 grupos.

Grupo 1 - DIU inserido no pós operatório estrogênios conjugados 1,25 mg 2x/dia por 30 dias com MPA, 10 mg/dia nos dias 26-30.

Total de 10 pacientes

Grupo 2 - Seguimento sem outros métodos terapêuticos

Total de 10 pacientes

Na HSG
Gr1 Gr2
Septo estreito (< ou = 1 cm) 4 5
Septo largo (> 1 cm ) 6 5

Os úteros foram classificados segundo Buttram e Gibbon como Classe VB.

- Profilaxia com 2 grIM de Cefoxitina, 1 h. antes da cirurgia
- Anestesia geral
- Monitorização laparoscópica
- Dilatação cervical de 7 mm
- Camisa operatória com microtesoura semi-rígida
- Distensão da cavidade com solução e 10% de Dextran 40
- Critérios para término da Cirurgia:
* Obtenção de uma cavidade normal
* Observação da luz de histeroscópio pelo laparoscopista
* Sangramento das Veias do miométrio
HSG
* Após parada do sangramento e remoção do DIU, no Gr 1.
* Após a 1ª menstruação, no Gr 2.
- Histeroscopia repetida nos casos de achados HSG anormais, no Ciclo seguinte.

Resultados:

- Ä Nenhuma complicação histeroscópica, laparoscópica ou anestésica
- Ä Média de 40 minutos de cirurgia
- Ä Presença de endometriose em 4 pacientes:
* Estágio 1 em 2 do grupo I
* Estágios 1 e 2 em 2 do grupo II
- Nenhum caso de DIP
- DIU removido em 2 pacientes do Gr I após 8 e 11 hs. Respectivamente, no pós operatório, com administração de Metil-ergonovina
- 1 paciente do Gr II mereceu inserção de cateter de Foley intra-uterino, com permanência por 24 horas, devido ao sangramento

HSG 5 cavidade normais Gr. 1
4 com chanfradura fundica > ou =1 cm
4 cavidades normais Gr. 2
6 Chanfraduras residuais > ou = 1 cm

- A correção das septoplastias incompletas era feita histeroscópicamente, na 1ª fase do ciclo seguinte.

Discussão

A incisão histeroscópica é o tratamento de escolha nos úteros septados.
Supera a metroplastia laparotômica, Porque:
- A morbidade pós operatória é menor.
- A permanência hospitalar é mais curta
- Os custos são reduzidos
- Não existem riscos de aderências pélvicas com conseqüente infertilidade secundária
- A Gravidez pode ser imediata e o parto vaginal, possível

Conclusão:

Resultados anatômicos semelhantes nos 2 grupos

Temas para Discussão:

- Estrógenos Endógenos X Exógenos. O que funciona melhor?
- Se existe exposição das camadas basais e, em alguns casos, extensas áreas desepitelizadas, por que não há formação de sinéquias ?
- Paciente gesta 0, no menacme, descobre acidentalmente, um septo. Deseja gestar. Você opera ?
- DIU no pós operatório aumenta a incidência de endometrite ?
- Há diferença técnica no pós-operatório entre a utilização de microtesoura e ressectoscópio ?
- A HSG como método de avaliação pós operatória é melhor que a V. H. ?

Classificação Buttram e Gibbon (Modificada)


Classe 1 - Agenesia ou hipoplasia mülleriana segmentar
A) Vaginal
B) Cervical
C) Fúndica
D) Tubária
E) Combinada

Classe 2 - útero unicorno
A) Com útero rudimentar
B) Sem útero rudimentar

Classe 3 - Útero Didelfo

Classe 4 - Útero Bicorno
A) Completo até OI
B) Parcial
C) Arqueado

Classe 5 - Útero septado
A) Com septo completo
B) Com septo incompleto

Classe 6 - útero com alterações luminais / exposição ao D.E.S.


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