| Retirado do Jornal da Associação
Americana de Laparoscopistas Ginecológicos, 1998- novembro,
volume 5, numero 4.
TÍTULO:
Comparação da Ultrassonografia x Histeroscopia
no Diagnóstico de Lesões Intrauterinas em Mulheres Inférteis
Trata-se de um estudo retrospectivo, que tem o objetivo de
comparar a efetividade da ultrassonografia transvaginal contra
a histeroscopia no diagnóstico de lesões benignas intrauterinas,
com a histologia como o padrão de ouro.
Materiais e Métodos
Foram objetos de estudo, 126 mulheres
em tratamento para infertilidade, que tiveram acesso ultrassonográfico
da cavidade uterina realizada 2 meses antes da histeroscopia
(realizado como um complemento para uma avaliação laparoscópica
da infertilidade). Sempre que uma lesão foi achada durante
histeroscopia, foi enviada para exame patológico. Quando nenhuma
lesão foi achada, foi realizada curetagem endometrial. Foi
considerado o diagnóstico histológico como padrão ouro
Resultados
Achados ultrassonográficos e histeroscópicos foram comparados
com a histologia .
MESA 1. Ultrassonografia e Achados de Histeroscopia
Achado Ultra-som Histeroscopia Histologia (%)
útero normal 77 70 75 (59.5)
Pólipos 42 49 44 (34.9)
Miomas 5 5 5 (3.9)
Sinéquia 1 1 1 (0.8)
Metaplasia óssea 1 1 1 (0.8)
MESA 2. Resultados estatísticos de Ultra-som Transvaginal
e Histeroscopia no Diagnóstico de Lesões Benignas Intrauterinas
Histeroscopia(%) Ultra-som Transvaginal(%)
Sensibilidade 89.8 95.45
Especificidade 93.33 100
Valor previsível positivo 89.8 100
Valor previsível negativo 93.33 97.4
Embora, pareça que ultra-som transvaginal seja ligeiramente
melhor que a histeroscopia em diagnosticar pólipos endometriais,
não existiu diferença estatística
Discussão
Destas patologias, os mais freqüentes eram pólipos endometriais
(34.5%) e fibroses (3.5%).
A precisão da histeroscopia e da ultra-som transvaginal é
baseada principalmente na experiência e habilidades do operador.
Outros grupos informaram resultados completamente diferentes
quando comparando às mesmas técnicas em populações diferentes,
a sensibilidade do ultra-som transvaginal foi de 33.3%, comparados
com 58.3% para histerossonografia transvaginal e 100% para
histeroscopia
Os autores relatam que a ultra-som transvaginal é um método
fidedigno, barato, fácil e bem tolerado, e que deveria ser
programado na pesquisa da infertilidade o mais cedo possível.
Quando o ultra-som não mostrar lesões do endométrio, uma rotina
de histeroscopia não deveria ser considerada obrigatória na
investigação da mulher infértil.
Perguntas
(realizadas após a apresentação do artigo em nosso centro
de estudos)
Se você quer comentar algumas das perguntas ou fazer alguma
outra pergunta, entre em contato conosco.
Mesmo não havendo diferença estatística, porque os resultado
não coincidem com os de outros autores? Será pela habilidade
dos profissionais da USG e da Histeroscopia?
Deveria a USG entrar na rotina de esterilidade como primeiro
teste, e só ir a HSG ou a histeroscopia as que apresentarem
alguma alteração, como sugerem os autores? Ou a HSG e a Histeroscopia
iria nos mostrar mais detalhes?
Foi apresentado os achados de cada exame, teria alguma influencia
a exposição dos achados negativos, comparando os falsos resultados
com o histopatológico
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