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Título:

Que pólipos endometriais devem ser ressecados?

Autores: Tirso Perez-Medina, Oscar Martinez, Gonzalo Folgueira e José Bajo.

Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Hosp. Universitário Getafe, Madri, Espanha.

Fonte: The Journal of the American Association of Gynecologic laparoscopist, Fev/99, vol. 6, Nº 1.

PROBLEMA

  • Aumento dos diagnósticos de pólipos endometriais com advento do ultrassom transvaginal (24% da população feminina).
  • Possibilidade de mapear a vascularização dos pólipos com doppler.
  • Porcentagem de malignização de 0,5%, semelhante a dos miomas assintomáticos.
  • Riscos x Benefícios da cirurgia.
  • Riscos x Benefícios da não cirurgia.

Pergunta: Como manejar tantos pólipos?

MATERIAIS E MÉTODOS

220 mulheres rastreadas pelo ultrassom, devido a S.U.A ou achados endometriais anormais.

VH compátivel com pólipo endometrial

Mapeamento vascular com doppler colorido

MAPEAMENTO COM DOPPLER COLORIDO

Doppler positivo

  • Remoção histeroscópica.

Doppler negativo

  • Sintomática=remoção
  • Assintomática:deixados e acompanhados Clinicamente e com USG semestral por 3 anos.

RESULTADOS:

Doppler positivo : 126 pacientes (57,2%): 105 (83%) sintomáticos

Histopatológico:

  • Funcionais = 79 (35,9%)
  • Hiperplásicos = 43 (19,5%)
  • H. Simples = 34
  • H. Complexa = 7
  • H. Atípica = 2
  • Atróficos = 4 (1,8%)
  • Adenocarcinoma = 0

RESULTADOS

Doppler negativo : 94 pacientes (42,7%)

  • Deixados "in situs"= 65 (29,5%)
  • 59 inalterados por 3 anos
  • 6 SUA Ressecção Atróficos à histopatologia

Removidos por SUA = 29 (13,1%)

Histopatológico:

Atróficos = 27

Funcionais = 2

RESULTADOS (USG + DOPPLER)

Falso positivos:

4 funcionantes ao USG + Doppler, sendo à histopatologia, atróficos.

Falso negativo:

2 atróficos à USG + Doppler, sendo à histopatologia, funcionantes.

Tamanho dos pólipos: 0,8 a 4,7 cm

 

TAREFA PARA DISCUSSÃO

1 – Se os riscos de malignização de pólipos e miomas são semelhantes, por que tememos os pólipos e não os miomas ?

2 - PG §73 1: É correta a afirmativa:

..."Com a nova geração de ultrassom com color doppler, o diagnóstico é tão acurado quanto pela histeroscopia, a qual é considerada o "gold standard" para diagnóstico de pólipo"?...

3 – Até que ponto pode-se confiar unicamente no doppler como método decisivo sobre deixar ou extirpar um pólipo?

Outros fatores como HPP, H. fam., paridade, aspecto vídeo-histeroscópico, TRH etc não pesariam nesta decisão ?

4 – Um acompanhamento semestral com USG/doppler por 3 anos é suficiente para garantir que não há e não haverá malignização?

Se não, qual o protocolo de acompanhamento sugerido ?

5 – PG. 73 – Discussão: "Pólipos endometriais originam-se como hiperplasia focal da basal, crescendo do tecido endometrial, recoberto por epitélio".

Pergunta: Todos os Pólipos são hiperplásicos ?


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